sábado, 16 de abril de 2016

Perguntas e respostas sobre o Impeachment de Dilma Rousseff

Perguntas e respostas sobre o que ocorrerá com Dilma Rousseff caso o processo de impedimento passe amanhã na câmara dos deputados.
Perg. -O 7X1 também vai ser renunciado?
Resp.-Não, o vexame do Brasil não consta no processo de impeachment.
Perg.-A Dilma vai ser decapitada tipo Luis XVI?
Resp.-Não, até porque hoje em dia os direitos humanos não deixam
(embora muitos esqueçam que esses direitos existam)

Perg.-Se a Dilma sair entra o Aé...?
Resp.-Próxima!
Perg.-Com o Impeachment aprovado, o Brasil virará uma Suíça social e economicamente falando?
Resp.-Segundo cientistas políticos,antropólogos, filósofos e economistas das universidades de Harvard, Oxford, USP, UNESP e UNINOVE, não.
Perg.-Eu vou poder sair de vermelho no dia seguinte?
Resp.-Se for uma camiseta escrito "coca- cola", talvez.
Perg.-O Brasil será um país livre de corrupção?
Resp.-Pergunte ao papai Noel.
Perg.-O Brasil será um país livre de extremismos?
Resp.-SE FIZER ESSA PERGUNTA DE NOVO EU TE MATO SEU FDP, VTNC!!
Perg.-Vou parar de ver gente bostejando coisas na internet?
Resp.-Não acha que tá querendo demais não?


sábado, 19 de setembro de 2015

Ei peçoa, naum soul eu qui soul burru é vosse qui é vaziu

Nesse mundo de rede social temos acesso a conteúdos dos mais diversos e a escritas das mais variadas, entre elas escritas tidas como “erradas” que abrem brechas para outras pessoas fazerem postagens de frases como “Era interessante até que escreveu conserteza”, “A pessoa era linda até dizer menas” ou então “trocou ‘mas’ por ‘mais’ e todo encanto se desfez”. Isso me incomoda, de certo modo, e pretendo destrinchar aqui o porquê disso.
Antes de tudo tá certo que uma escrita bem-feita, um livro literário bem escrito, uma elaboração de redação ou poema decente trazem uma sensação mais agradável ao serem lidos. Lendo “O cortiço” de Aluízio de Azevedo, por exemplo, as partes mais “calientes” do livro me atraem muito mais o interesse do que aquela porcaria de “50 tons de cinza” da inglesa Erika Leonard James que  além de ser muito machista é pessimamente escrito, e as partes que é pra “dar tesão” são mais broxantes do que aquelas clássicas e cômicas técnicas de imaginar um cachorro atropelado para retardar a ejaculação na hora do “vamo ver”. Mesmo levando em consideração o fato de que o livro foi traduzido e que alguns dos sentidos do que foi escrito inicialmente podem não ter a mesma semântica da escrita original, a essência da ruindade permanece.
Então é evidente que o uso bem-feito das palavras, as colocações de interjeições, figuras de linguagens e demais recursos de uma língua tornam a leitura mais agradável, porém isso são apenas técnicas e estilos de escrita atribuídas há um outro contexto que não o da mera ortografia ou o “erro” na colocação de algumas palavras. E “pego no pé” do livro da britânica porque se é para escrever um livro nesse estilo vamos escrever com decência e não produzir porcarias como 50 tons…
Agora me incomoda (e não é pouco o incômodo) pessoas que formam uma ideia de toda uma vida de uma pessoa em função da sua escrita ou da sua fala. Isso demonstra um nível de esterilidade de pensamento brutal. Se ater apenas a escrita de um indivíduo para descrevê-lo e ignorar seus pensamentos, seu passado, sua percepção do cotidiano é de uma idiotice enorme! Esse complexo academicista que temos faz com que obscureçamos um conhecimento de vida de determinadas pessoas que muitas vezes é muito maior do que os daqueles catedráticos engravatados em mesas de discussão sobre a política macroeconômica da China.
Não quero aqui desqualificar um conhecimento acadêmico que também tem importância fundamental pro desenvolvimento da sociedade, longe de mim isso, até porque eu também faço parte dessa academia, e se eu faço parte é porque acredito que as formas de conhecimento que ela nos fornece também tem uma função importante de nos conceder uma melhora na nossa qualidade de vida.
Porém, eu não entendo o porque dessa cisma com a norma culta que por si só é excludente. Sim, pois certamente os pais de muitos que nesse momento estão lendo esse texto não deve possuir nível superior, às vezes nem sequer o fundamental. Sendo assim então lhes pergunto: Por causa disso vocês considerariam seus pais uns burros? Seres destituídos de pensamentos? Pessoas que pelo português “mal dizido” não merecem ser ouvidas? ou pior: Vocês PERDERIAM O ENCANTO pelos seus pais se vissem algum deles escrevendo “conserteza”?
Veja, não quero aqui fazer apelos emocionais falando de família pra comover um ou outro, isso é só pra que façamos uma análise sistêmica do que está sendo dito sem o mínimo de reflexão. Todas essas pessoas que não escrevem de forma condizente com a norma-padrão são as mesmas pessoas que sofrem e/ou sofreram com a opressão dentro do ambiente de trabalho, que mora em condições precárias em encostas de morro, que pega ônibus lotado todo dia às 5 da manhã, que tem contas a pagar no fim do mês, que tem que criar o filho de uma forma decente com um salário indecente, que tem seu filho assassinado na porta de casa, que sofreu com o descaso de políticas públicas e que por isso não teve a educação que merecia tendo que se reportar aos subempregos, pois foi o que de fato lhes restaram.
Quando falamos mal de quem escreve mal estamos falando dessas pessoas e de tantas outras que ainda continuam a aparecer diante das mesmas circunstâncias das gerações anteriores. Esse ciclo ainda não cessou e não cessará enquanto não for do interesses de forças maiores.
Não quero que pensem com isso que disse, que quero endeusar o desconhecimento da norma culta da língua de pessoas que não tiveram acesso a ela, pois maravilhoso seria se tivéssemos um sistema de ensino decente, de políticos que se importassem com um país que forneça qualidade de vida a população, mas isso não ocorre, sendo assim, o que gostaria é que de fato essa parcela grandiosa do país fosse respeitada com toda sua peculiaridade no conhecimento e percepções do mundo.
Pessoas que se importam de forma tão intensa em relação a escrita de outra pessoa pra mim é um pseudo intelectual superficial. É gente que não analisa o outro de forma profunda e que se apega a detalhes extremamente insignificantes diante da grandeza da vida humana.
Portanto, se você ainda perde o encanto com pessoas que escrevem “agente” quando deveria escrever “a gente”, “mas” em vez de “mais” e “conserteza” quando deveria ser “com certeza”, desculpe, mas agora sou eu que posso ter perdido o encanto por você.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Made Brazil



“Música brasileira é uma bosta! Não tem nada que preste!”
Eu sou uma pessoa que tolero diversos tipos de ignorância humana, mas se tem coisa que não tolero é esse tipo de afirmação descabida. Não sei se é uma tentativa de depreciar a arte e a cultura nacional ou se é realmente burrice. Dizer que um país tão musical quanto o Brasil com suas dezenas de ritmos genuínos não tem música que preste é no mínimo falta de estudo.
Certo dia vi um grupo fazendo uma apresentação de ritmos nordestinos e o som do maracatu, caboclinho, frevo, baião, xaxado dentre tantos outros, foi uma coisa que me relembrou a riqueza musical do Brasil (inclusive já participei de grupos do tipo) e fiquei encantado como esse país é rico culturalmente.
Se sairmos dos ritmos nordestinos citados, poderemos ir até o norte e falar do Boi bumbá, indo para o centro-oeste poderemos falar da música pantaneira, da catira, do cururu. Indo ao sudeste porque não falar do samba, da viola caipira, do rap e do funk com as versões absolutamente abrasileirada? Chegando ao sul o vanerão, a valsa, o bugio… Isso pra citar o que veio na cabeça, pois existem mais de dezenas de ritmos fabulosos que não lembro e que certamente desconheço também de tão rico que somos musicalmente. E uma das coisas que mais me encanta nisso tudo é o sincretismo de nossa música que definitivamente É A CARA do nosso país. Uma mistura de África/nativos/Europa/resto do mundo que é único e que todos devem no mínimo invejar toda essa riqueza que é nossa, só nossa. Desde o baião que nasceu do fado e do maracatu, do frevo que nasceu da capoeira, do vanerão oriundo de imigrantes alemães.
Em uma conversa com uma moça suíça ela confessou pra mim que se mostrava encantada com a musicalidade brasileira, e eu, querendo saber qual o ritmo oriundo de lá, obtive uma resposta que pra mim é muito triste. Disse ela que na suíça não existe nenhum ritmo nacional, são todos importados de vários países. Isso, pra mim, seria desesperador. Pois a música, para além da dança e da diversão, me serve como forma de criar uma identidade. A música transcende as notas musicais é uma libertação, uma identidade, uma forma de sabermos quem somos.
Gosta do som estridente Heavy metal britânico? Que tal ouvir também o som pesado do maracatu. Gosta da leveza da música clássica europeia? Pois bem, ouça o som suave da música pantaneira com influências guarani. Veja, não quero aqui recriminar alguém por ouvir ritmos estrangeiros, até porque também adoro Pink floyd,Pearl Jam, Jimi Handrix, Janis Joplin, Vivaldi, mas quero apenas que antes de sair falando baboseiras sem conhecimento básico, também ouçam um Luiz Gonzaga, Almir Sater, Noel Rosa, Os Serranos, Bloco de pedra.
A julgar a música nacional pelo que é passado nos veículos de grande mídia, realmente te daria a maior razão do mundo em dizer que a música nacional é decadente. Só que há algumas décadas já, criou-se uma ferramenta muito útil para se descobrir tudo o que há de bom em música por exemplo, chama-se INTERNET. O interessante é que se acha de tudo lá relacionado a música brasileira. Então se você está lendo esse texto agora e é um crítico ferrenho da música nacional, certamente você tem acesso a essa internet então digita aí no site google a seguinte frase “Ritmos brasileiros” vai ver que vários vão ser os ritmos.


Peço a quem detesta música nacional que ao menos estude um pouco sobre nossos ritmos e se continuar detestando nossos som não tem problema, só não desrespeite uma cultura que representa todo um povo, toda uma identidade que só nós possuímos, pois nos piores momentos, nos casos de maior segregação a música nos une.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Arrasa, bicha!

Estava aqui a pensar com meus botões qual texto seria o texto inaugural desse blog que hoje estreia. Bem, pensei em escrever sobre as diversas tentativas insanas e constantes do congresso nacional de se instituir um Estado fascista através de medidas retrógradas. Pensei em falar da questão racial que, no Brasil, é latente e preocupante a disparidade étnica em todos os campos da sociedade. Pensei em falar do machismo que assola de forma descomunal e desleal principalmente mulher mas sem deixar de citar o homem que também sofre com esse mal, porém num grau muito inferior a mulher. E até pensei em escrever algum texto para tentar entender essa onda de ódio que está tomando o país de forma implacável. Mas como todos esses os assuntos possuem uma relevância ímpar para a construção de uma sociedade minimamente decente, resolvi então tomar como critério o lado da efervescência midiática (não me perguntem se esse foi o melhor critério) para poder começar, pois caso contrário o blog não sairia do zero. Mas certamente todas essas problemáticas citadas, entre tantas outras, não escaparão a uma abordagem enfática como necessitam tais assuntos.
Bem, tomando o critério mencionado como base para o desenvolvimento do texto, trabalharemos a questão que está em voga atualmente no país: Homossexualidade.
A parada gay ocorrida ontem em São Paulo, em que me consta pelas reportagens que li a respeito do assunto já que não estive presente, em alguns aspectos retornou às suas origens: a de realmente reivindicar uma inclusão social dessa minoria oprimida sistematicamente. Porém, como registro de crítica, pra não dizer “que não falei das flores”, muito me entristece o processo de mercantilização do evento. Tendo em vista a luta dessa classe contra um sistema que lhes oprimem, aliar o movimento a seu opressor é no mínimo contraditório.
Pois bem, ressalvas feitas retornemos ao evento. Como havia dito acompanhei a parada através de reportagens. Vi diversas formas de manifestação que me chamaram a atenção. Algumas bem-humoradas, outras com uma carga de ironia (pra mim uma das melhores formas de protesto) muito intensa e criativa e outras muito emocionantes (destaque para as mães de homossexuais pedindo respeito aos seus filhos). Pareceu-me que a questão ideológica e de reivindicação pairou com maior força em relação as edições anteriores.
Porém, outra questão me chamou a atenção nas reportagens. Em que pesem as tendências esquerdistas e direitistas dos veículos de informação, o que mais me espantou não foram as publicações da mídia e suas tendências mas sim os comentários das reportagens. Existia um tom ódio nos comentários que era surreal! Dava pra sentir as ulcerações através da tela do computador. O uso de palavras chulas, de pensamentos abomináveis e de colocações bestiais eram imensamente maior àqueles que defendiam a causa gay. Senti-me num Estado fascista onde toda a sociedade corrobora dos mesmos sentimentos de higienização da sociedade. Tomando como base os discursos usados nessas publicações, resolvi sintetizar alguns desses argumentos para posteriormente responder a muitos que pensam como aos que postaram tamanhas idiotices.

Parada gay, comercial fazendo apologia a homossexualidade… Daqui a pouco só vai ter gay no mundo

Eu não sei qual o problema de determinadas pessoas em entender que a homossexualidade não é uma escolha ou uma lavagem cerebral e sim uma orientação. Não creio que em uma sociedade ridiculamente machista e excessivamente religiosa algum ser gostaria de ser homossexual. Imagine…
-O Brasil é campeão mundial… em assassinato de gays
-Ah, mesmo assim quero ser gay, gosto de correr riscos
É minimamente loucura pensar dessa forma. Se alguém gostar de uma outra pessoa do mesmo sexo é escolha, poderia eu dizer que gostar do sexo oposto também é uma escolha, pois afinal é uma OPÇÃO sexual.
Os comerciais, novelas e outros meios de comunicação estão estabelecendo uma espécie de lavagem cerebral que faz as pessoas se tornarem homossexuais? Olha, você que está se utilizando desse argumento eu posso te falar uma coisa? Analise o machismo implícito e explícito em quantidades imensamente maiores em comerciais de cerveja, programas de “humor”, novelas… Além da quantidade imensa de casais héteros na tevê. Acredito que lavagem cerebral por lavagem cerebral, teríamos uma quantidade da classe LGBT quase nula.

Cada dia mais o mundo tá cheio desses gays, daqui a pouco a população vai diminuir até sumir.

Oxalá que isso fosse verdade, meus caros mas isso não ocorre. Digo isso, pois se ainda não estão inteirados do assunto, nossos recursos naturais estão indo a exaustão em função do seu uso intenso para sustentar mais de 7 bilhões de habitantes, aliás, a produção é para mais de 7 bilhões de habitantes, só que quase 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo. Por que vocês, em vez de saírem falando tantas asneiras, não questionam tais fatos?
Bom, como eu sou um cara muito bacana eu vou te tranquilizar vocês em relação a extinção da espécie humana. Caso vocês não saibam quase que no mesmo instante em que no Brasil houve uma maior liberdade sexual, ocorrida por volta dos anos 70 e 80, estava em curso um aumento exponencial da densidade demográfica no país. Na década de 70 éramos “90 milhões em ação” hoje, depois da “sistemática implementação do gaysismo e um aumento dessa raça” somamos mais de 200 milhões. Não me soa coerente esse argumento. Próximo!

Esses viados tão querendo implementar uma ditadura gay. Aquele comercial, por exemplo, é uma afronta a família brasileira. Tão querendo substituir casais héteros por casais gays?

Amigo, reflita um pouco, ser divino. Não fique reproduzindo o que um pastor corrupto fica dizendo por aí sem ao menos estabelecer uma crítica decente sobre o assunto. EM NENHUM MOMENTO existiu, ou existe, uma tentativa de substituir casais héteros por casais homo até porque isso seria impossível. O demonizado comercial, por exemplo, demonstra o oposto desse pensamento. Ele privilegia TODAS as formas de amor, ou seja, não há uma substituição dos casais héteros e sim a inclusão de mais um tipo de casal: o casal gay. O movimento LGBT luta pela sua inserção nesse espaço e não o roubo do espaço do hétero(e pode ter certeza que tem espaço pra todos, viu?).

Gay não é coisa de Deus, é coisa do Demônio

Vou ser curto para responder esse argumento, até porque ele não merece mais delongas. Acreditando que essa aberração que você disse seja verdade eu lhe digo o seguinte: Se Deus criou todo o universo, logo o Demônio também foi criado por Deus, pois ele está no universo, ou seja, o Demônio é coisa de Deus logo os gays, que como vocês disseram são coisa do Demônio, também são coisas de Deus. Deu nó no cérebro? Relaxa, logo passa.
Bem, eu poderia citar aqui mais 300 mil tipos idiotices soltas em blogs, vlogs, perfis de facebook e tantas outras formas de comunicação, mas acho que os textos já foi bem elucidativo em relação a muitas questões sem o mínimo de reflexão.


Ah, em relação ao que vi hoje de “cristofobia” só tenho uma coisa a dizer: Sem comentários.